Dicas Tecnologia

Por que as empresas devem necessariamente investir em tecnologia?

Escrito por RafaelMcd

Pedem-me que fale sobre porque as empresas devem investir em tecnologia… A resposta me parece simples: porque FUNCIONA. Já passou bastante tempo desde que Erik Brynjolfsson “assassinou” o paradoxo da produtividade, demonstrando no contexto da Fortune 500 que o investimento em tecnologia teve uma contribuição positiva na conta de resultados, estudo que, posteriormente, eu mesmo repliquei aplicando-a em pequenas e médias empresas no contexto português.
Não funciona sempre, há vencedores e perdedores, mas a ganhar ou perder, ao investir em tecnologia não depende da tecnologia em si, mas do que fazemos com ela. Assim, podemos investir em tecnologia cuidando cuidadosamente todos os fatores que a cercam – educando os usuários, os conscientizando sobre a sua utilização, alinhando seus objetivos pessoais como usuários com os da empresa – e nosso investimento será muito produtivo. Mais até mesmo do que um investimento equivalente em outro tipo de imobilizado ou no aumento de pessoal, os outros dois recursos básicos da empresa.
Também podemos investir em tecnologia e tentar fazer com que esta, por arte de magia, para impregnar os processos e as pessoas… mas a magia nem sempre funciona, e se não fizermos nada consciente por obtê-lo, na maioria dos casos, o nosso investimento será um fracasso.
Como se comportam as empresas diante da crise? É interessante olhar para a Biologia, para o reino animal e procurar exemplos. Algumas empresas se comportam como as manadas… vê que todos ao redor se comportam de uma maneira, e lá vão elas. O que as leva a deixar de investir e protestar contra a tecnologia? Pois, até lá vou eu, o que mais critica, furor do neoconverso, mas anteontem eu estivesse indo bem. E assim vão avançando para o penhasco (embora não seja mais que uma metáfora… na verdade é rigorosamente falso que as mandas são suicidas, atirando-se por falésias ou de qualquer outra forma).
Outras empresas se comportam como o avestruz. Olham para o outro lado, ou não prestam atenção, enterram a cabeça na areia (embora também seja metafórico… os avestruzes não enterram a cabeça mais do que debaixo de sua asa para dormir algumas vezes). Outras adotam a estratégia do urso: como está mal feito, eu vou dormir, e já estará melhor a coisa quando eu acordar. Esta estratégia é equivalente à redução de custos (no caso do urso, diminuição do metabolismo), e no urso funciona, mas por questões de ambiente.
Quando o urso acorda, não tem uma marcada urgência em conseguir recursos, mais do que as que lhe dita os rugidos de seu próprio estômago. Como um animal territorial que é, não é normal que encontre outro urso em sua área, competindo por recursos. De forma que você pode dormir e esperar o dia tranquilamente e que os tempos sejam melhores. Mas as empresas não têm este tipo de ambientes. Se acordam com fome no momento em que o setor começa a desesperar-se após a crise, precisam começar a se mover, a toda a velocidade, para evitar que outros concorrentes ocupem seus nichos, os seus territórios, os seus clientes. Dormir é um luxo, um risco, algo que é pago com uma lentidão de reflexos posterior…
Assim, a reação inteligente é precisamente a contrária, a dos corretores prontos na bolsa: aproveitar a crise para pôr ordem na casa, para investir em ferramentas tecnológicas que fornecem uma flexibilidade e uma resposta eficiente quando a crise acabar, e sair da crise mais forte do que o resto. Ou menos debilitados e com menos rugas nos olhos.

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RafaelMcd

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